Dossiê Especial: Experiências do PIBID na formação inicial e continuada de professores de línguas
estrangeiras.
A utilização da auto avaliação pode trazer opiniões controversas já que, por um lado os
professores podem acreditar que os alunos não possuem maturidade suficiente para emitir
opiniões sobre sua aprendizagem ou ainda sobre a maneira como percebem seus professores. Por
outro lado, ao estarem envolvidos numa atividade que exige reflexão, os alunos podem se sentir
mais responsáveis pelo próprio processo de aprendizagem, desenvolvendo sua capacidade
autocrítica. Para Mitre et. al (2008, p. 2137) “o estudante precisa assumir um papel cada vez mais
ativo, descondicionando-se da posição de mero receptor de conteúdos, buscando efetivamente
conhecimentos relevantes aos problemas e aos objetivos da aprendizagem.” Os autores ainda
continuam:
Na auto avaliação, pode-se rever a metodologia utilizada na prática pedagógica,
enquanto o discente irá refletir sobre si mesmo e a construção do conhecimento
realizado. O momento do diálogo servirá para reflexão sobre a relação e a
interação entre docente e discente, no ato comum de conhecer e reconhecer o
objeto de estudo, agora não mais numa relação verticalizada e estática, mas
numa construção dialógica. (MITRE et. al, 2008, p. 2138).
Mitre et. al enfatizam a importância do diálogo entre docente e discente como forma de
reduzir o aspecto assimétrico presente do processo de ensino e aprendizagem, uma vez que dessa
forma não é apenas o professor que pode e sabe sugerir melhores formas de aprendizagem, mas o
aluno, a partir do seu engajamento no processo se torna capaz de perceber quais estratégias
podem ou não “funcionar”, e assim, sugerir que o professor evidencie esses aspectos/estratégias
em suas aulas.
Douglas Brown (2004) coloca que a autoavaliação apresenta uma série de princípios
norteadores. Um deles seria a questão da autonomia entendida como aspecto primordial para uma
aprendizagem bem sucedida. Para o autor, o desenvolvimento da motivação intrínseca também é
outro aspecto que deve estar no topo da lista para uma aprendizagem bem sucedida.
AUTOAVALIAÇÃO E AVALIAÇÃO DOCENTE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM: UMA EXPERIÊNCIA NO PIBID-INGLÊS DA UFPR (PDF Download Available). Available from: https://www.researchgate.net/publication/281229259_AUTOAVALIACAO_E_AVALIACAO_DOCENTE_NO_PROCESSO_DE_APRENDIZAGEM_UMA_EXPERIENCIA_NO_PIBID-INGLES_DA_UFPR
Eu gostei dessa autonomia do aluno para que Ele possa se desconectar da posição de mero receptor. Aliás, ser autônomo já implicar em ser sujeito e mão agente (De acordo com Bourdieu o agente apenas executa sem refletir o processo daquilo que faz). Mas o processo para a autonomia não estará num conjunto de ações?
ResponderExcluirSe hoje se encontram muitos bodes para expiar o fracasso educacional em geral e o processo ensino/aprendizagem delínguas em particular, penso ser necessário evitar culpabilizar o aluno ao extremo.
ResponderExcluirO processo de auto avaliação é essencial quando aprendemos algo novo, com ele é possível tanto para o aluno como professor fazerem uma reflexão do seu rendimento no ensino e aprendizagem.
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