UMA VISÃO HISTÓRICA DA AVALIAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUAS
Imagem retirada do Google Imagens. Disponível aqui.
Antes de começarmos a discutir questões referente a avaliação no ensino de línguas é importante construirmos uma perspectiva histórica do tema, neste trecho podemos construir essa ideia. Artigo na integra em referencia.
Avaliação sempre acompanhou o ensino, no entanto ela era (e ainda é) vista de formas distintas. O histórico da avaliação dos anos 40 aos 80 passou por três períodos:
Avaliação sempre acompanhou o ensino, no entanto ela era (e ainda é) vista de formas distintas. O histórico da avaliação dos anos 40 aos 80 passou por três períodos:
- A Era Pré-científica (anterior aos anos 50).
- A Era Psicométrica-Estruturalista (dos anos 50 até final dos 60).
- A Era Psicolinguística-Sociolinguística (final dos anos 60 até final dos anos 80).
Durante o período pré-científico, as atividades avaliavam as estruturas linguísticas e as traduções de textos, geralmente
literários. Esse período corresponde à época do Método Clássico, conhecido como
Método da Gramática e Tradução. Como exemplo de atividade avaliativa, os alunos
deveriam ler em voz alta um texto e traduzi-lo; ao término da tradução, a professora
tiraria possíveis dúvidas sobre o texto na língua materna. Em seguida, os alunos
seriam expostos a perguntas sobre o texto na língua alvo, além de trabalharem com
palavras cognatas, prefixos e sufixos.
A partir da Segunda Guerra Mundial,
iniciou-se a necessidade da comunicação entre as nações e, sendo assim, passou-se
a dar ênfase a outras habilidades, principalmente as orais. Com as novas concepções
de língua, surge a época da avaliação psicométrico-estruturalista. Os testes psicológicos
incorporavam questões com respostas fechadas, objetivando a correção, mas deixando
de lado o uso da língua, seu contexto e propósito, enfatizando-se a repetição e memorização de vocabulário, fragmentando os exercícios
utilizados em testes, sem contextualizá-los.
Os anos 70 sofreram influências
das teorias de Chomsky e Hymes. Sobre os termos “competência” e “desempenho” e suas
implicações, começou-se a pensar o que sabemos e o que fazemos com o que sabemos.
A língua não poderia mais ser reduzida a um conjunto de enunciados a serem memorizados
e repetidos, pois se percebeu que ela é dinâmica e criativa, além de fazer parte
de um contexto e possuir organização discursiva. Chomsky (1966 apud RETORTA, 2007,
p. 26) menciona que a competência significa conhecimento da língua, de suas estruturas
e regras, e o desempenho significa o uso real dela, em situações concretas.
Referencia:
MORAES, K. de; MULIK, K. (Re)pensando a avaliação no ensino
de língua estrangeira na perspectiva do letramento crítico. REVISTA VERSALETE, Curitiba,
Vol. 1, nº Zero, jan.-jun. 2013.
Disponível em: http://www.revistaversalete.ufpr.br/edicoes/vol1-00/Texto3KatiaKarina.pdf
Publicado por: Alex da Silva Souza
Publicado por: Alex da Silva Souza

Muito interessante essa história da avaliação. A competência e desempenho definida por Chomsky também condiz com meu pensamento. Ótimo post galera!
ResponderExcluirBy Júlia Lima
*Celi Azevedo*
ResponderExcluirMuito bom trazer o percusso da avaliação e saber sua história. As colocações dos autores também são bastante verídicas. Bom trabalho.